Material para Avaliação Editorial

O Tempo Certo de Ser Você

Uma jornada por cada etapa da vida da mulher, da construção da identidade à reinvenção na menopausa

Alana Carvalho

Desenvolvimento pessoal e profissional · 11 capítulos

essencialdigital2@gmail.com · (61) 98527-2681

Carta de Apresentação

Prezada equipe editorial,

Meu nome é Alana Carvalho. Sou gestora de pessoas, especialista em psicologia organizacional e analista comportamental, e atualmente curso MBA em Inovação e Transformação Digital nos Negócios. Sou também fundadora da Essencial Digital Human Tech, um ecossistema de tecnologia voltado a educação, gestão de pessoas e bem-estar, construído a partir das dores reais que vivi de perto ao longo da minha trajetória profissional.

Escrevo para apresentar "O Tempo Certo de Ser Você", um livro de desenvolvimento pessoal e profissional que acompanha a mulher por cada etapa real da vida: a construção da identidade na juventude, as escolhas silenciosas feitas por amor, o recomeço depois dos quarenta, a maternidade, o luto, e a travessia da perimenopausa e menopausa vivida também como carreira, não só como biologia.

O livro é construído em 11 capítulos, cada um abrindo com uma reflexão de vida e um caminho prático para a leitora aplicar no seu próprio momento. Escrevo de dentro da própria travessia, ainda em meio à perimenopausa enquanto redijo estas páginas, o que dá ao texto um tom de companhia, não de quem já resolveu tudo e fala de cima.

Acredito que este projeto conversa com o catálogo de vocês por unir desenvolvimento pessoal com um tema ainda pouco tratado com profundidade no mercado editorial brasileiro: a experiência integral da mulher madura, no corpo e na carreira, sem tratar a menopausa como tabu ou como fim de ciclo.

Coloco à disposição o manuscrito completo, a sinopse detalhada e o capítulo de amostra, e agradeço desde já a atenção dedicada a esta proposta.

Atenciosamente,
Alana Carvalho

Sinopse

"O Tempo Certo de Ser Você" acompanha a jornada da mulher por cada fase real da vida, da construção da identidade na juventude à reinvenção depois da menopausa, passando por escolhas silenciosas feitas por amor, recomeços depois dos quarenta, maternidade, luto e a travessia do corpo que muda sem aviso.

Escrito por Alana Carvalho, gestora de pessoas, especialista em psicologia organizacional e analista comportamental, o livro nasce da própria experiência da autora, que escreve ainda em meio à perimenopausa, unindo relato pessoal, reflexão prática e um convite direto à leitora para reconhecer sua própria trajetória com mais gentileza.

Estruturado em 11 capítulos, cada um traz uma epígrafe, um relato em primeira pessoa, uma reflexão de vida e um caminho prático de aplicação, aproximando o livro tanto de quem busca desenvolvimento pessoal quanto de quem busca compreender melhor as fases da vida profissional feminina.

Estrutura dos Capítulos

Capítulo 1

A Escolha que Ninguém Vê

"Abrir mão de uma carreira não é desistir de si mesma. Às vezes é a primeira vez que você escolhe, de verdade, o que quer proteger."

Capítulo 2

Construir Identidade Antes de Saber Quem Se É

"Aos vinte anos, a gente confunde pressa com direção. Achamos que precisa saber tudo agora, quando na verdade só precisa começar a caminhar."

Capítulo 3

A Escolha Invisível

"O amor que exige que a mulher desapareça não é amor, é conta que ninguém cobra dela mesma."

Capítulo 4

Recomeçar Depois dos Quarenta

"Coragem não é a ausência do medo de recomeçar. É recomeçar mesmo sabendo que o relógio vai continuar correndo de qualquer jeito."

Capítulo 5

Maternidade sem se Apagar

"Ser mãe não é um cargo que substitui quem você era. É uma camada nova, construída em cima de tudo que você já é."

Capítulo 6

O Corpo Muda, e Ninguém Avisa

"Ninguém te prepara para a perimenopausa porque quase ninguém fala sobre ela em voz alta. E o silêncio é o que mais dói nessa fase."

Capítulo 7

O Luto que Também é Parte da Vida

"Existe o luto que a gente chora em voz alta, e existe o luto que a gente carrega em silêncio, sem nem saber que tem nome. Os dois merecem ser sentidos."

Capítulo 8

Perimenopausa e Carreira

"Sustentar uma carreira em meio à perimenopausa não é falta de competência. É competência sendo exercida em condições que ninguém te ensinou a lidar."

Capítulo 9

Menopausa como Reinvenção, não Fim

"Chamam de fim porque nunca aprenderam a chamar de início. A menopausa fecha um ciclo biológico, não fecha quem você é."

Capítulo 10

Depois dos Cinquenta, Sabedoria que Vira Propósito

"Ninguém chega aos cinquenta sabendo tudo. Chega sabendo o suficiente para parar de fingir que sabia antes."

Capítulo 11

A Mulher que Carrega Todas as Fases ao Mesmo Tempo

"Você não é só quem é hoje. Você é também a menina que teve coragem aos vinte, a mulher que se doou na maternidade, e a mulher madura que ainda está aprendendo a se reinventar."

Sobre a Autora

Alana Carvalho, 44 anos, empreendedora desde 2013, formada em Magistério, gestora de pessoas, especialista em psicologia organizacional e analista comportamental, atualmente cursando MBA em Inovação e Transformação Digital nos Negócios.

Não veio da tecnologia. Veio da gestão de pessoas, e foi essa área que a levou até lá. O primeiro projeto que criou foi uma ferramenta interna de gestão de pessoas, para resolver um problema real dentro do próprio negócio. O segundo veio de casa: organizando a rotina de aprendizado dos filhos, criou o Essencial Estudo, o primeiro produto pensado para outras pessoas usarem.

Foi esse caminho, gestão de pessoas primeiro, educação depois, que abriu espaço para mais soluções, unindo educação, gestão de pessoas e tecnologia num só ecossistema. Hoje é fundadora da Essencial Digital Human Tech, construído com a HAI, Inteligência Humana Adaptativa: tecnologia que aprende com cada pessoa, em vez de entregar uma experiência genérica.

Alana também é palestrante, levando a mensagem de "O Tempo Certo de Ser Você" para empresas e instituições, e criadora da Roda Essencial, movimento que une conteúdo, comunidade e ecossistema em torno de um único conceito: empreender sem se perder de si.

Ver biografia completa e trajetória →

Capítulo de Amostra

Capítulo 1

A Escolha que Ninguém Vê

"Abrir mão de uma carreira não é desistir de si mesma. Às vezes é a primeira vez que você escolhe, de verdade, o que quer proteger."

A sala de aula, antes de tudo

Eu tinha dezessete anos quando peguei o giz pela primeira vez, numa sala pequena cheia de crianças que mal me alcançavam a cintura. Ninguém perguntou se eu estava pronta. Eu também não perguntei. Só entrei.

Foi ali, ensinando criança a escrever, que plantei sem saber a primeira semente de algo que hoje entendo como missão de vida: cuidar do jeito como as pessoas se descobrem.

O dia em que tudo mudou de direção

Anos depois, um assunto da família chegou até mim de um jeito que não podia esperar. Não teve cena de filme, com música de fundo e decisão dramática. Teve um dia comum que, sem avisar, virou o dia em que eu comecei a me afastar de uma carreira que estava só começando a engrenar.

Ninguém aplaudiu. Não teve festa de despedida, nem discurso de coragem. Foi uma escolha silenciosa, tomada sozinha, do jeito que a maioria das escolhas de mulher costuma ser tomada.

O que eu não disse para ninguém naquela época

Vou ser honesta aqui, porque não faz sentido escrever um livro sobre verdade e esconder a minha. Eu senti raiva. Raiva de precisar escolher enquanto parecia que ninguém mais ao meu redor precisava. E, logo atrás da raiva, veio a culpa de sentir raiva de uma escolha que eu mesma tinha feito por amor.

Sorria quando perguntavam como eu estava, dizia que estava tudo bem. E era, na maior parte. Mas existia também esse outro sentimento, mais difícil, morando bem debaixo do "está tudo bem", e levei anos para ter coragem de olhar para ele de frente.

Duas décadas depois, diante de um computador

Aos quarenta anos, numa noite qualquer, depois que todo mundo já tinha dormido, eu abri o computador para fazer minha matrícula na faculdade. Vi o nome de colegas de turma bem mais jovens que eu no fórum online, e pensei: será que ainda dá tempo?

Não tinha ninguém do meu lado para responder aquilo. Cliquei em confirmar antes que o medo tivesse chance de mudar de ideia por mim.

O que ficou entre uma escolha e outra

Entre a menina de dezessete que ensinou uma criança a escrever, e a mulher de quarenta que voltou para a sala de aula do outro lado da tela, tem uma vida inteira que ninguém vê de fora. Mudança de cidade, negócio fechado às pressas, noite em claro com filho doente. Uma versão de mim que ficou esperando, guardada, sem saber se um dia teria vez de voltar.

Estou escrevendo estas páginas ainda no meio da própria travessia, com o corpo mudando na perimenopausa enquanto escrevo, com um luto ainda recente pesando em capítulos mais à frente. Não escrevo de cima, de quem já resolveu tudo. Escrevo de dentro, junto com você.

A diferença entre desistir e adiar

Uma confusão que carreguei por anos foi achar que adiar um sonho era o mesmo que desistir dele. Não é. Desistir fecha a porta de vez. Adiar deixa a porta encostada, sabendo que vai levar tempo, mas que ela continua ali.

Quando abri mão daquela carreira, eu não sabia se estava desistindo ou só adiando. Só décadas depois, diante da tela de matrícula, entendi que tinha sido a segunda opção o tempo todo. A porta tinha ficado encostada quase vinte anos, e nunca fechou de verdade.